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Pão de açúcar concentra 80% de suas vendas no programa de fidelidade.

O GPA ganhou 5 milhões de novos usuários em seus aplicativos do Pão de Açúcar Mais e Clube Extra depois que integrou a solução “Meu Desconto” às plataformas virtuais. Os aplicativos oferecem ao consumidor a oportunidade de consultar sua lista de produtos por meio da tecnologia de big data, que conserva e analisa o histórico de compra dos consumidores. Com esse aglomerado de dados, permite que o cliente tenha acesso a descontos personalizados.

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Durante a APAS, feira nacional do segmento supermercadista, Peter Estermann, CEO do GPA, dono do Pão de Açúcar e do Extra, explicou que, quando o consumidor entra na loja, ele passa a visualizar a lista de produtos de sua preferência por meio do aplicativo. Isso só é possível com a extensa e completa base de dados que a varejista recolhe. “Hoje, nossos clientes de programas de fidelidade já representam 80% das compras no Pão de Açúcar. Você consegue entender o hábito de compra e o momento de consumo”, explica.

Loja física precisa estar preparada

Para o executivo, não basta aplicativos e promoções baseadas em histórico de compra. É preciso ter a loja física preparada para receber esse consumidor. “É ter o básico bem feito. A integração vai acontecer com rapidez quando você preparar a loja física para receber isso”.

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Segundo Estermann, isso não é um desafio pequeno porque o país tem um problema logístico crônico que pode inviabilizar a oferta de uma cesta completa de produtos ao consumidor. Essa dificuldade se torna ainda mais relevante nas lojas de proximidade, cujo tíquete médio é pequeno, próximo dos 30 reais.

Lojas de proximidade

O executivo destaca que o futuro reserva ao varejo supermercadista a ascensão de dois tipos principais de lojas, as de proximidade e as premium, que tendem a ter um crescimento que remeterá ao do atacarejo nos próximos anos.

Para isso, a regionalização será um aspecto fundamental. “Existe um sortimento (de produtos) básico e padrão em todo país, mas é fundamental que a regionalização esteja presente. Nós temos um percentual de fornecedores locais. É fundamental que isso seja contemplado”, disse Esterman.

O CEO do GPA aponta que o modelo de lojas de proximidade, que ele chama de hub, está apenas começando e que ainda há desafios logísticos importantes para abastecer essas lojas, em especial, nas regiões mais afastadas dos grandes centros. “Lojas de proximidade são oportunidades enormes de crescimento. No momento em que a economia melhorar um pouco teremos uma aceleração muito forte”, aposta o CEO.

Fonte: Portal no Varejo

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